domingo, 13 de marzo de 2011
martes, 20 de abril de 2010
De un día para otro
"Piensa: te prometo. La cortina tiene una esquina plegada y Santiago puede ver un retazo de cielo casi oscuro, y adivinar, afuera, encima, cayendo sobre la quinta de los duendes, Miraflores, Lima, la miserable garúa de siempre".
Conversaciones en La Catedral, Mario Vargas Llosa.
Todo sucede de un día para otro. ¿Qué significa esa frase? Una oración de tantas trillada, usada y pensada, que se ocupa cotidianamente para mencionar que algo sucedió antes de lo esperado, planeado o más rápido de lo "normal".
Antonia volvía caminando del trabajo hacia su casa, -como sólía hacer todos los días- y se encontró pensando si el frío había llegado de un día para otro, como varias personas le comentaban. Se dio cuenta que no. No sucedió de un día para otro. En su niebla cargada de humedad desde hacía más de 7 días, en los días sin calor agobiante, en los cielos nublados, la ciudad costera fue demostrándole cómo acompaña la llegada de la temporada más fría y nublada del año que espera ser disfrutada...
sábado, 17 de abril de 2010
poesía
No llamaría poeta solo a las personas que escriben poesía. Matías es un poeta y no porque escriba de vez en cuando poemas...Recomiendo deambular por Letras al filo, nuevo espacio de letras y libros del mismo autor del Pueblo del Alma. Un poco de aire, respirar entre tan poco espacio libre.
miércoles, 31 de marzo de 2010
domingo, 28 de marzo de 2010
martes, 23 de marzo de 2010
domingo, 21 de marzo de 2010
viernes, 26 de febrero de 2010
viernes, 19 de febrero de 2010
Recuerdos de madrugada
Descanso en paz.
Esta noche hubo viento en la ciudad donde las banderas duermen eternamente.
Esta noche hubo viento en la ciudad donde las banderas duermen eternamente.
sábado, 9 de enero de 2010
viernes, 25 de diciembre de 2009
Siempre
.....Estés donde estés, nunca dejas de estar solo ni de ser un extraño.....
........Y me daba la sensación de que, aunque lo contemplara desde cierta distancia, observar el mar siempre me enseñaba alguna cosa.......
Banana Yoshimoto Tsugumi.
*Las fotografías tomadas en Pichilemu (Chile).
sábado, 12 de diciembre de 2009
jueves, 10 de diciembre de 2009
El delta
El zumbido de los aviones crece decrece sobre su cabeza desde un extremo a otro extremo del cielo. Y después el silencio. El motor de una lancha ruge con desesperación, muy a lo lejos, burlado por la distancia. Un pájaro oscuro remonta el vuelo con un chillido desolado. Ahora oye los ladridos del perro, increíblemente iguales y tristes. Cuando calla, por fin, le palpitan los oídos. Más cerca está el roce constante del junco y el barro que gorgotea debajo de sus pies. Los opacos y parejos estampidos de las chatas areneras, surcando el canal, producen una cálida sensación de bonanza.
El río es espléndido y el hombre se siente misteriosamente atraído por él. Esto es todo lo que se puede decir.
Sudeste, Haroldo Conti
domingo, 6 de diciembre de 2009
viernes, 4 de diciembre de 2009
domingo, 29 de noviembre de 2009
Pase lo que pase, sea lo que sea, próxima estación: ESPERANZA
Manu Chao. Radio Bemba. Jueves 26. Santiago, Chile.
Buena música, energía, fuerza, alegría.
domingo, 22 de noviembre de 2009
martes, 20 de octubre de 2009
Saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector
sábado, 17 de octubre de 2009
En un pueblo con mar
Cuando ella y yo nos ocultamos
en la secreta casa de la noche
a la hora en que los pescadores furtivos
reparan sus redes tras los matorrales,
aunque todas las estrellas cayeran
yo no tendría ningún deseo que pedirles.
Y no importa que el vienton olvide mi nombre
y pase dando gritos burlones
como un campesino ebrio que vuelve de la feria,
porque ella y yo estamos ocultos
en la secreta casa de la noche.
Ella pasea por mi cuarto
como la sombra desnuda
de los manzanos en el muro,
y su cuerpo se enciende como un árbol de pascua
para uan fiesta de ángeles perdidos.
El temporal del último tren
pasa remeciendo las casas de madera.
Las madres cierran todas las puertas
y los pescadores furtivos van a repletar sus redes
mientras ella y yo nos ocultamos
en la secreta casa de la noche.
Jorge Teillier (Los dominios perdidos)
viernes, 9 de octubre de 2009
domingo, 27 de septiembre de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
jueves, 13 de agosto de 2009
Suscribirse a:
Entradas (Atom)













